novembro 8, 2026

UFC 333: Brasil vence duas vezes, mas vê recorde histórico de José Aldo ser superado

Entre vitórias brasileiras, um confronto entre compatriotas e uma marca histórica, o UFC 333 mostrou que nem todas as grandes histórias são contadas apenas pelos cinturões.

O UFC 333, realizado no sábado (24), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, deixou uma curiosidade que merece atenção: o Brasil conquistou duas vitórias, teve uma atleta derrotada por outra brasileira e ainda viu uma marca histórica de José Aldo ser ultrapassada.

Três situações diferentes que revelam uma característica fascinante do esporte: enquanto alguns atletas escrevem novos capítulos, outros veem seus recordes se tornarem parte da conquista de uma nova geração.

Duas vitórias, mas sentimentos diferentes

Daniel “Willycat” Santos superou o belga Bolaji Oki por decisão unânime, com três cartões de 29 a 28. Uma vitória construída em um confronto equilibrado, mostrando que nem sempre é necessário um nocaute para conquistar um resultado importante.

Já Iasmin Lucindo venceu Nicolle Caliari, também brasileira, por decisão unânime, com três cartões de 30 a 27.

E aqui surge uma reflexão: quando duas brasileiras se enfrentam, o país comemora uma vitória, mas também acompanha a derrota de uma de suas representantes. O resultado favorece uma carreira enquanto impõe dificuldades à outra.

Outro detalhe importante aconteceu antes mesmo do combate. Nicolle registrou 120,5 libras na pesagem, acima do limite permitido de 116 libras, e perdeu 30% de sua bolsa como penalidade.

José Aldo não lutou, mas fez parte da história

Na luta principal, Alexander Volkanovski derrotou o até então invicto Movsar Evloev por nocaute técnico no segundo round.

Com o resultado, o australiano chegou à nona vitória em disputas pelo cinturão dos penas no UFC, superando as oito de José Aldo. Entretanto, ambos permanecem empatados em sete defesas bem-sucedidas do título.

É justamente aí que encontramos uma das maiores belezas do esporte: um recorde pode ser superado sem que a grandeza de quem o construiu desapareça.

O UFC 333 mostrou que o octógono não é apenas um lugar de vencedores e derrotados. É também onde histórias se encontram, gerações se renovam e marcas históricas ganham novos capítulos.

Naquela noite, o Brasil venceu, perdeu e esteve presente até mesmo em um recorde mundial — sem que José Aldo precisasse entrar no octógono.