Vereador admitiu mudança de entendimento sobre a valorização da Marcha para Jesus. Graciane reconheceu a atitude, mas lamentou o tempo perdido desde a rejeição de sua proposta.
Durante a última sessão da Câmara Municipal de Paraguaçu Paulista, uma discussão envolvendo o reconhecimento da Marcha para Jesus trouxe à tona uma decisão tomada em 2024.
O vereador Paulo Japonês apresentou uma indicação solicitando o reconhecimento da Marcha para Jesus como patrimônio cultural do município. A iniciativa levou a vereadora e pastora Graciane de Madureira a relembrar um projeto semelhante de sua autoria, rejeitado no mandato anterior por 11 votos contrários e apenas um favorável.
Na ocasião, Graciane havia proposto a criação da Semana da Cultura Cristã, com encerramento na Marcha para Jesus, sem gerar despesas obrigatórias para a Prefeitura.
Questionado sobre a mudança de posicionamento, Paulo Japonês reconheceu que havia cometido um erro ao votar contra a proposta anterior e afirmou que hoje possui uma visão diferente sobre a importância da iniciativa.
Graciane recebeu positivamente o reconhecimento do vereador, mas destacou que a mudança de entendimento poderia ter ocorrido antes, evitando o atraso na valorização oficial da manifestação cristã.
A parlamentar também questionou se a rejeição anterior teria ocorrido por questões políticas ou pela autoria do projeto, deixando claro que respeita os votos dos vereadores, mas considera legítimo questionar os critérios adotados.
Apesar da discussão, Graciane reafirmou seu apoio à indicação de Paulo Japonês, ressaltando que a Marcha para Jesus é uma manifestação pública de fé aberta a todos os cristãos.
Para a vereadora, o reconhecimento do erro é importante, mas fica uma reflexão: quando uma proposta de interesse público é rejeitada e somente anos depois passa a ser valorizada, quem paga o preço da demora é a população.
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